quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Em RR, equipe do Samu de Amajarí está sem receber há quase 2 meses


Equipe do Samu em Amajarí é formada por 12 pessoas (Foto: Érico Veríssimo/G1)

Denúncia foi feita por um funcionário do Serviço de Atendimento Móvel.
Secretário de saúde diz que pagamento sairá nesta sexta-feira (30).

 Em Roraima, a equipe de técnicos em enfermagem e condutores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), do município de Amajarí, localizado há 150 km de Boa Vista, reclamam que estão sem receber há quase dois meses.  Ainda conforme a denúncia, as equipes enfrentam problemas com equipamentos quebrados dentro da única ambulância disponível no município.

O Samu do município do Amajarí atende 15 comunidades indígenas, além de vilas próximas da região.  Segundo um técnico em enfermagem que não quis se identificar, caso o salário não seja pago, a equipe vai paralisar as atividades. "Somos pais de família, dependemos desse salário para sobreviver. Cogitamos até a possibilidade de parar os serviços", alertou.

Segundo o secretário de saúde do município de Amajarí, Luiz Donazio, o salário está atrasado porque o governo do estado só repassou  o recurso à prefeitura na semana passada, mas segundo ele até a sexta-feira (30) o salário dos funcionários estará na conta.

"O salário está sendo debitado hoje, e amanhã com certeza já está liberado para o saque", afirmou o secretário.


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Fonte: G1.globo.com/rr/roraima

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Médicos brasileiros envergonham o País


A foto acima diz tudo; um médico cubano negro, que chegou ao Brasil para trabalhar em um dos 701 municípios que não atraíram o interesse de nenhum profissional brasileiro, foi hostilizado e vaiado por jovens médicas brasileiras; com quem a população fica: com quem se sacrifica e vai aos rincões para salvar vidas ou com uma classe que lhe nega apoio?

247 - Em nenhum país do mundo, os médicos cubanos estão sendo tratados como no Brasil. Aqui, são chamados de "escravos" por colunistas da imprensa brasileira (leia mais aqui) e hostilizados por médicos tupiniquins, como se estivessem roubando seus empregos e suas oportunidades. Foi o que aconteceu ontem em Fortaleza, quando o médico cubano negro foi cercado e vaiado por jovens profissionais brasileiras.

Detalhe: os cubanos, assim como os demais profissionais estrangeiros, irão atuar nos 701 municípios que não atraíram o interesse de nenhum médico brasileiro, a despeito da bolsa de R$ 10 mil oferecida pelo governo brasileiro. Ou seja: não estão tirando oportunidades de ninguém. Mas, ainda assim, são hostilizadas por uma classe que, com suas atitudes, destrói a própria imagem. Preocupado com a tensão e com as ameaças dos médicos, o ministro Alexandre Padilha avisou ontem que o "Brasil não vai tolerar a xenofobia" (leia mais aqui).

Ontem, o governo também publicou um decreto limitando a atuação dos profissionais estrangeiros ao âmbito do programa Mais Médicos – mais um sinal de que nenhum médico brasileiro terá seu emprego "roubado" por cubanos, espanhóis, argentinos ou portugueses. Ainda assim, cabe a pergunta. Com quem fica a população: com o negro cubano que vai aos rincões salvar vidas ou com os médicas que decidiram vaiá-lo?

Abaixo, reportagem da Agência Brasil sobre a carteira provisória dos profissionais estrangeiros:


Aline Leal Valcarenghi
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O governo federal publicou ontem (26) decreto determinando que a carteira provisória dos médicos com diploma estrangeiro que atuarão pelo Mais Médicos deverão trazer mensagem expressa quanto à vedação ao exercício da medicina fora das atividades do programa.

Para atuar no Brasil, médicos formados no exterior precisam fazer o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos (Revalida). No entanto, a medida provisória que cria o Mais Médicos prevê que os profissionais que forem trabalhar por meio do programa não precisarão passar pelo procedimento para atuar no local especificado pelo Ministério da Saúde. Se o médico inscrito quiser atuar em outro local, deverá passar pelo Revalida.

O registro provisório do "médico intercambista" deverá ser solicitado ao Conselho Regional de Medicina (CRM) do estado onde o médico atuará. Os conselhos regionais disseram que entrariam na Justiça para terem o direito de não registrar os profissionais que não têm o Revalida. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que esta é uma determinação legal, e portanto, deve ser cumprida.

Segundo o decreto presidencial, a declaração de participação do médico intercambista no Mais Médicos, acompanhada dos documentos especificados, é condição necessária e suficiente para a expedição de registro profissional provisório e da carteira profissional.O registro deverá ser expedido pelo CRM no prazo de 15 dias a partir da apresentação do requerimento pela coordenação do programa.

O decreto publicado hoje prevê ainda que o supervisor e o tutor acadêmico, que acompanharão trabalho dos médicos que atuarão pelo programa, poderão ser representados judicial e extrajudicialmente pela Advocacia-Geral da União, entidade que defende a União.

Os tutores são professores indicados pelas universidades federais que aderiram ao programa. Já os supervisores podem ser profissionais de saúde ou docentes das instituições. De acordo com o Ministério da Educação, que determina o processo de supervisão, haverá um tutor para cada dez supervisores, e um supervisor para no máximo dez médicos. Os supervisores deverão fazer visitas periódicas aos médicos, no mínimo uma por mês.  

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Fonte: www.brasil247.com


segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Chegam ao Brasil primeiros profissionais cubanos que participarão do Programa ‘Mais Médicos’

Pacientes com cólera são tratados por um médico cubano em um hospital na cidade de L’Estere, Haiti. Foto: ONU/Sophia Paris

Dos 400 médicos cubanos que participarão da primeira etapa da iniciativa, 84% têm mais de 16 anos de experiência. Segundo a OMS, todos já cumpriram missões em outros países e possuem especialização em Medicina da Família e da Comunidade.

Pacientes com cólera são tratados por um médico cubano em um hospital na cidade de L’Estere, Haiti. Foto: ONU/Sophia Paris

Os primeiros médicos cubanos que participarão do Programa ‘Mais Médicos’ chegam neste sábado e domingo, 24 e 25 de agosto, a Recife, Brasília, Fortaleza e Salvador.

O acordo de cooperação técnica – cujo objetivo é ampliar o acesso da população brasileira à atenção básica em saúde – foi firmado esta semana pelo Ministério da Saúde do Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), representação da Organização Mundial da Saúde (OMS) para as Américas. Pelo acordo, fica definida a vinda de 4 mil profissionais de Cuba para as vagas que não foram escolhidas por brasileiros e estrangeiros na seleção individual do programa (acesse os detalhes aqui).

Segundo a OPAS, os médicos cubanos participarão de treinamento e avaliação para adaptação do idioma de língua portuguesa e saúde pública brasileira de 26 de agosto a 13 de setembro, totalizando 120 horas. Os aprovados nessa etapa serão deslocados aos municípios onde atuarão para iniciarem o atendimento à população, na segunda quinzena de setembro.

O representante da OPAS no Brasil, Joaquín Molina, ressalta que na negociação com Cuba a organização buscou um perfil de profissional direcionado às necessidades do programa Mais Médicos. “São médicos experientes, que já trabalharam em países de língua portuguesa e com especialização em saúde da família. Com certeza, estamos trazendo um grupo muito preparado ao Brasil”, afirmou.

Neste sábado (24), chegam a Recife os primeiros 30 médicos cubanos para uma capacitação. No mesmo dia chegam a Brasília 176 médicos. No domingo (25), as cidades de Fortaleza, Recife e Salvador receberão mais 194 médicos, totalizando 400 médicos provenientes de Cuba que participarão da primeira etapa de capacitação do Programa.

Os médicos que irão receber capacitação especial para atuar em municípios com população indígena serão concentrados em Brasília. A segunda etapa de capacitação do Programa Mais Médicos está prevista para ocorrer no mês de setembro.

Dos 400 médicos cubanos que participarão da primeira etapa, 89% têm mais de 35 anos, sendo 65% do total na faixa etária de 41 a 50 anos. Além disso, 84% têm mais de 16 anos de experiência em medicina, sendo 60% mulheres e 40% homens. Todos os profissionais cubanos já cumpriram missões em outros países, incluindo participação em missões em países de língua portuguesa, e têm especialização em Medicina da Família e da Comunidade. Do total, 20% têm mestrado em Saúde.

Dados: OPAS e Ministério da Saúde
Eles serão direcionados aos 701 municípios – dos quais 84% estão nas regiões Norte e Nordeste – que aderiram ao Mais Médicos, mas não foram selecionados por nenhum médico do edital de chamamento individual. As etapas seguintes ocorrerão para preencher postos ociosos após ciclos de chamamento individual, cuja segunda edição foi aberta na última segunda-feira (19).

Medicina de Cuba: avanços reconhecidos pela OMS

Em Cuba, há 25 faculdades de medicina, todas públicas, e uma Escola Latino-Americana de Medicina, na qual estudam estrangeiros de 113 países, inclusive do Brasil.

A duração do curso de medicina em Cuba, a exemplo do Brasil, é de seis anos em período integral. Depois, há mais três a quatro anos para especialização. Pelas regras do Ministério da Educação de Cuba, apenas os alunos que obtêm notas consideradas altas em uma espécie de vestibular e ao longo do ensino secundário são aceitos nas faculdades de Medicina.

Cuba possui um histórico de apoio a outros países na área da saúde. Em abril deste ano, a ONU anunciou que a nova vacina pentavalente no Haiti, introduzida pelo Ministério da Saúde Pública e População do país com apoio da OMS, poderia salvar cerca de 3 mil crianças ao longo dos próximos quatro anos, segundo estimativas da organização.

O medicamento foi concebido para proteger meninos e meninas de até cinco anos contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e Haemophilus Influenzae tipo b (Hib), que causa pneumonia e meningite. A meta do Ministério haitiano é administrar três doses do medicamento para 288 mil crianças menores de um ano de idade. Para alcançar o objetivo, a OMS recrutou e treinou uma equipe de 12 médicos haitianos, educados em Cuba e na República Dominicana, para treinar profissionais de saúde na utilização da vacina pentavalente em todo o país.

O país também foi elogiado pela OMS por ter colocado em prática um plano nacional abrangente para prevenir e combater o câncer, além de investir em biotecnologia.

Segundo a OMS, o plano é apoiado por um sistema forte de atenção primária à saúde, que permite ao médico ver seus pacientes regularmente e detectar os problemas de saúde em um estágio inicial. Pacientes com suspeitas de câncer são encaminhados a centros especializados para o diagnóstico e tratamento adequado.

Segundo o último relatório “Estatísticas Mundiais de Saúde”, publicado em maio deste ano, Cuba é o único país da América Latina e Caribe que possui um nível de mortalidade infantil comparável a de países desenvolvidos, com 6 mortes em cada mil crianças menores de 5 anos – mesmo índice do Canadá (6) e menor que dos Estados Unidos (8) e Chile (9). Este número chega a 70 no Haiti, enquanto no Brasil é de 16 mortes por mil.

Recursos serão repassados à OPAS

Além de Cuba, a OPAS continua buscando a parceria de países, universidades e organizações de outros países para a participação no Mais Médicos, no âmbito do acordo firmado com o Ministério da Saúde. Nestas parcerias, segundo o organismo internacional, só serão ofertadas as vagas não preenchidas pelos editais de chamamento individual.

Para levar os médicos cubanos a estas regiões, o Ministério da Saúde investirá, via OPAS, 511 milhões de reais até fevereiro de 2014. O Ministério da Saúde repassará à OPAS recursos equivalentes às condições fixadas pelo edital do Mais Médicos – de R$ 10 mil para cada médico.

A concessão de registro profissional segue a regra fixada na Medida Provisória que instituiu o programa Mais Médicos: os médicos terão autorização especial para trabalhar por três anos exclusivamente nos serviços de atenção básica em que forem lotados no âmbito do programa. (acesse os detalhes aqui)


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Fonte: www.onu.org.br

Faltam servidores no Serviço Móvel de Urgência de Porto Velho

 
Secretário de Saúde afirma que não há como contratar novos servidores.
Samu na capital dispõe de mais de quatro unidades móveis.

 O Serviço Movel de Urgência (Samu) de Porto Velho, atua com cinco unidades móveis sendo quatro básicas, com um motorista socorrista e um técnico; e uma avançada com um médico, um enfermeiro, um técnico e um motorista. A unidade avançada é usada em casos mais graves. Segundo a gerente de enfermagem, Mara Rezende Correia, o atendimento está de acordo com o que prevê o Ministério da Saúde (MS).

O número de servidores à disposição para o atendimento é estabelecimento pelo ministério com base na população registrada pelo censo. O último censo, feito em 2010, aponta 480 mil habitantes, mas Correia diz que esse número está desatualizado. "Hoje a população é bem maior do que o número que o censo de 2010 indica, mas o Ministério da Saúde age de acordo com o que está no papel", explica.

Diferente de outros estados, onde faltam ambulâncias, em Porto Velho, embora as manutenções sejam frequentes, mais três carros estão disponíveis para substituição. As manutenções são frequentes por conta do desgaste natural do veículo e dos buracos nas ruas e estradas.

Genésio Teles, dono de uma automecânica onde algumas ambulâncias foram levadas para conserto diz que a falta de ar-condicionado de fábrica nos veículos é um dos responsáveis pelo transtornos. "Os problemas mais graves são com ar-condicionado, porque eles são adaptados, e não tem como trabalhar sem o acessório“, diz.

O Samu tem cerca de 120 servidores entre médicos, enfermeiros, técnicos e motoristas para atender toda a capital e distritos. As equipes atendem mais de 1.600 ocorrências por mês, cerca de 40 a cada plantão. A gerente de enfermagem explica que em alguns dias, principalmente durante o fim de semana, pode chegar a setenta porque faltam equipes.

Segundo o Secretário de Saúde, Mácaro Barros, não tem como contratar mais servidores  e afirma que a prefeitura atende à recomendação do Tribunal de Contas do Estado sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Nos municípios com mais de três milhões de habitantes, o recurso do Ministério da Saúde, passou de R$ 175 mil para R$ 440 mil. Para as cidades com população entre 350.001 e três milhões, a verba foi de R$ 150 mil para R$ 350 mil. Já as que têm menos de 350 mil moradores, o investimento subiu de R$ 100 mil para R$ 216 mil.

Divulgação: Mobilização Nacional dos Agentes de Saúde - MNAS
Uma mega rede voltada aos Agentes de Saúde (ACS e ACE)  
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Fonte: g1.globo.com/ro/rondonia 

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

30 horas para enfermagem, escreve Fábia Galvão


Há 13 anos os profissionais de Enfermagem esperam a aprovação da PL 2295/2000, é inquestionável o quão é importante, para a categoria, condições especiais para uma prática segura, garantindo a segurança do paciente e do profissional. O hospital é um ambiente em que a enfermagem fica exposta a riscos biológicos e químicos, sofre forte carga emocional e física, atua em horários atípicos, com longas jornadas de trabalho, insuficiência de funcionários, carência de materiais e equipamentos, muitas vezes com baixos salários, sem autonomia e motivação. 

Hoje os Enfermeiros, Técnicos de Enfermagem e Auxiliares de Enfermagem, somam mais de 60% da força dos trabalhadores de saúde no País. No entanto, apesar do grande contingente numérico e da influência decisiva de seu trabalho na qualidade das ações de saúde, esse grupo profissional não dispõe, até hoje, no Brasil, de nenhuma proteção legal a seu trabalho. E é uma das únicas profissões que ainda não tem um piso salarial ou regulamentação de carga horária.

A PL 2295/2000 é o Projeto de Lei apresentado pelo Senador Lúcio Alcântara - PSDB/CE em 11/01/2000, mais conhecido como “PL 30 Horas”, que dispõe sobre a jornada de trabalho em 6 horas diárias e 30 horas semanais dos Enfermeiros, Técnicos e Auxiliares de Enfermagem. Trata-se da alteração da Lei nº 7.498, de 1986, sem redução de salários.

A própria Organização Internacional do Trabalho (OIT) da Organização das Nações Unidas (ONU) recomenda esta jornada, argumentando que é o melhor para pacientes e trabalhadores da saúde do mundo inteiro.

Muitos profissionais estão sobrecarregados, com excesso de responsabilidades e a sobrecarga é a principal causa de stress, além de ser uma das maiores causas de depressão crônica entre profissionais da categoria e do abandono da carreira. Defender as 30 Horas é defender mais qualidade de vida para o trabalhador da saúde e, consequentemente, mais qualidade no atendimento direto a população. Refiro-me a Segurança do Paciente; a regulamentação das 30 horas de trabalho para a enfermagem significa mais saúde para todos!

Tendo em vista que esta não é uma reivindicação meramente corporativa de defesa de privilégios, e sim, de uma luta pelo estabelecimento de condições mínimas para o desenvolvimento de uma prática assistencial segura para profissionais e usuários dos serviços de saúde, já que é a única profissão que permanece na assistência durante as 24 horas, nos 365 dias do ano, sendo essencial na organização e funcionamento de todos os serviços de saúde, sejam eles públicos ou privados.

Outras categorias profissionais da saúde já obtiveram conquistas em relação à jornada de trabalho, como médicos (20 horas semanais /4 horas diárias, desde 1961), fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais (30 horas semanais /6 horas diárias desde 1994). Outro caso exemplar é o das assistentes sociais, que, no mesmo contexto histórico da reivindicação da enfermagem, em 3 de agosto de 2010, conseguiram aprovar no Congresso Nacional o projeto de lei 152/2008, que estabelece a jornada de 30 horas, sancionado pelo presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva, em 27 de agosto de 2010.

No caso da enfermagem, não é diferente. As vozes contrárias ao projeto 2295/2000, de diversos matizes ideológicos, têm usado o argumento de que a jornada de 30 horas vai resultar no duplo emprego, como se os profissionais de enfermagem reivindicassem uma jornada menor para assumir um novo emprego e não para cuidar de si e dos outros com segurança. Trata-se de um argumento claramente ideológico. Primeiramente, porque a existência de duplo emprego atingindo até 88 horas semanais (duas vezes as 44 horas semanais da CLT) não mobilizou nenhuma reação protetora por parte dos gestores e legisladores. Com certeza, trabalhar 60 horas semanais seria muito. Mas, ironicamente, trabalhar 88 horas semanais para sobreviver às remunerações ínfimas não parece ser um problema.

Em segundo lugar, porque o direito a ter mais de um emprego é constitucional e não há reação nem críticas ao duplo emprego de médicos, dentistas, fisioterapeutas, entre outros profissionais de saúde. Em terceiro, as lideranças de enfermagem têm defendido uma jornada máxima de 30 horas com salário digno, incluindo a possibilidade de o trabalhador optar por dedicação exclusiva, o que beneficiaria profissionais e usuários.

No entanto a municipalização das 30 horas já é uma realidade possível, pelo menos em cidades com Curitiba e Rio de Janeiro. Para viabilizar as 30 horas municipais é necessário que um vereador encampe a ideia e a apresente, fazendo com que a maioria do legislativo apoie a ideia. Defender as 30 horas é defender mais saúde para todos.

Texto escrito pela colaboradora Fábia Galvão

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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Psicólogos e enfermeiros comemoram manutenção dos vetos à Lei do Ato Médico

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O Conselho Federal de Psicologia (CFP) divulgou nota em que comemora a manutenção, pelo Congresso Nacional, dos vetos presidenciais à Lei do Ato Médico. A decisão também foi comemorada pelo Conselho Federal de Enfermagem (Cofen).

Brasília - O Conselho Federal de Psicologia (CFP) divulgou nota, nesta quarta-feira (21), em que comemora a manutenção, pelo Congresso Nacional, dos vetos presidenciais à Lei do Ato Médico, inclusive o veto ao artigo que define que apenas médicos podem fazer diagnósticos e prescrições. A entidade classificou a decisão dos parlamentares como uma "vitória do esforço e dedicação" da categoria, composta por 235 mil profissionais. A manutenção dos vetos do Palácio do Planalto era defendida por 13 categorias não médicas.

O assunto foi o que mais causou tensão nos debates que se estenderam até as 22h de ontem (20) no Congresso. A maioria dos 458 deputados e 70 senadores que participaram da sessão decidiu acatar os vetos da presidenta Dilma Rousseff à matéria.

"Com os vetos, prova-se possível que a atividade dos médicos seja regulamentada, sem que isso interfira de forma perniciosa na atuação de outros profissionais que se orgulham por participar da construção diária de uma saúde multiprofissional", diz a nota do CFP.

A decisão também foi comemorada pelo Conselho Federal de Enfermagem (Cofen). Na avaliação do presidente da entidade, Osvaldo Albuquerque, "os parlamentares tomaram o remédio da lógica e da razão". Em nota, ele destacou que deputados e senadores "votaram em favor do modelo de saúde consolidado como o melhor do mundo, ao favorecer a integralidade da saúde nos princípios da universalidade e equidade, respeitando a multidisciplinaridade e o cuidado interdisciplinar". Agência

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Enfermeiros da Capital receberão benefício de jornada semanal de 30 horas


A data de 25 de março de 2014 como prazo para a concessão do benefício, segundo explicou Nazif

O prefeito do município de Porto Velho, Mauro Nazif, junto ao secretário municipal de Administração (Semad), Mário Medeiros, e ao secretário adjunto da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), Francisco Marto, reuniu-se com o Sindicato dos Profissionais de Enfermagem de Rondônia (Sinderon) e com uma comitiva de enfermeiros da Semusa nesta terça-feira, para tratar de assuntos pertinentes aos interesses dessa categoria profissional. Nos assuntos da pauta figuraram a jornada semanal de trinta horas, o direito à gratificação por insalubridade, o auxílio localidade e a questão da segurança nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). A reunião aconteceu no Palácio Tancredo Neves.

Com relação à questão da jornada semanal de trinta horas, o prefeito mostrou-se concorde à solicitação da categoria, colocando, porém, a data de 25 de março de 2014 como prazo para a concessão do benefício. Segundo explicou Nazif, as dificuldades com novas contratações, tendo em vista as limitações da Folha de Pagamentos, quase no limite prudencial do que prescreve a Lei de responsabilidade Fiscal, seria o principal motivo para o aguardo do prazo. O dia 25 de março, no entanto, também configura um sentido simbólico importante para a questão, vez que marca o dia em que, quando ainda deputado federal, Mauro Nazif conquistava o direito das trinta horas para os enfermeiros de todo o país. “Dentro das propostas colocadas, três pontos foram elencados inicialmente. O primeiro foi a questão das trinta horas da enfermagem. Bem, essa é uma bandeira nossa. Eu coloquei a eles a questão de que o dia 25 de março é uma data importante para a categoria, pois foi quando pudemos levantar a bandeira pelas trinta horas no Congresso Nacional”, frisou.

Sobre a segunda solicitação, a comitiva demonstrou ao prefeito que já existe uma decisão judicial favorável ao acréscimo de quarenta por cento de insalubridade para os trabalhadores na área da saúde no município. O secretário da Semad, no entanto, apresentou o fato de que também existe uma ação judicial impetrada pela Prefeitura que busca a invalidação desse percentual. “Esse assunto exige consulta à Procuradoria Geral do Município”, explicou Nazif.

Em relação ao assunto do auxílio localidade, o prefeito reconheceu ser um direito adquirido pela categoria com a ajuda de vários sindicatos que lutaram pela causa. “A única coisa que pedi é que seja feito o cruzamento entre os servidores e as listas indicativas de sindicatos e associações, para que não aconteça de uma mesma pessoa figurar em listas diferentes. Assim que isso for conferido, os pagamentos passarão a ser feitos normalmente”, informou.

Em relação às UPAS, o prefeito disse que está sendo providenciado um pedido de cooperação ao Corpo de Bombeiros. Assim, cada UPA terá uma ambulância e dois bombeiros em situação de plantão para oferecer segurança à população e aos servidores. “Esse sindicato é voltado especificamente para os profissionais da enfermagem, que se trata de uma categoria que carrega grandes responsabilidades nos atendimentos de qualquer unidade da área da saúde. Por isso, temos um respeito e um carinho muito grande por ele. Penso que a reunião foi positiva para todos. Sabemos que não podemos atender a tudo, nem mesmo posso satisfazer agora a minha vontade de apresentar um plano de cargos e salários condizente com a importância e com as necessidades desses profissionais, no entanto, estamos avançando para isso”, destacou o prefeito.

“O prefeito é um profissional da área da saúde e conhece bem as demandas dessas categorias. Percebemos que ele quer atender as pautas, mas há os entraves burocráticos que atrapalham. Hoje, a lei de responsabilidade fiscal oferece limites que não podem ser transpostos. Alguns prefeitos usam isso como artifício para não atender as demandas dos sindicatos, mas na maioria dos estados e prefeituras do país a lei de responsabilidade fiscal limita o funcionamento dos governos. Mas, embora não tenhamos conseguido que nossas solicitações fossem atendidas exatamente conforme eram as nossas propostas, a reunião foi importante para que passássemos a trabalhar com prazos reais para o cumprimento de nossas reivindicações”, afirmou Mauro Egídio, diretor de secretaria e patrimônio do Sinderon.

Por Renato Menghi | Fotos: Medeiros 

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MP-RJ denuncia estagiárias que injetaram café com leite em idosa

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Técnicas de enfermagem responsáveis também foram denunciadas.
Palmerina Pires Ribeiro, de 80 anos, morreu no dia 14 de outubro de 2012.

O Ministério Público denunciou nesta terça-feira (20), por homicídio culposo, as técnicas de enfermagem Rayane Brito da Silva Inácio e Adriele da Silva, e as estagiárias de técnica de enfermagem Rejane Moreira Telles e Luciana Cristina Rodrigues Carvalho. Elas são acusadas de terem injetado uma dose de 40 ml de café com leite na veia de Palmerina Pires Ribeiro, de 80 anos, provocando a morte da idosa, no dia 14 de outubro de 2012.

De acordo com a denúncia, as denunciadas provocaram embolia pulmonar na pacient no setor de Repouso Feminino da Unidade de Saúde (PAM) Abdon Gonçalves, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.

A vítima estava internada com infecção renal e apresentava um quadro estável. Poucos minutos após a infusão de café com leite, a paciente sofreu insuficiência respiratória aguda, além de taquicardia e pouca oxigenação no sangue. A idosa morreu quatro horas após ser transferida para o setor Enfermaria de Paciente Grave.

“As denunciadas Rayane e Adriele, apesar de terem ficado sentadas na mesa da sala do Repouso Feminino, com visão das pacientes, de forma negligente, deixaram que Rejane e Luciana ministrassem o café com leite em Palmerina, sem a necessária supervisão...”, narra trecho da denúncia.

Se condenadas, a pena para as estagiárias pode chegar a três anos de reclusão, e para as técnicas de enfermagem, a quatro anos de reclusão.


Família acusa estagiária
A família de Palmerina Pires Ribeiro acusou, na época, uma estagiária que teria feito a aplicação por engano. A idosa foi internada no dia 13 de outubro de 2012 com um quadro de infecção renal.

"Minha mãe estava internada há dez dias na unidade com um quadro de infecção renal. O quadro de saúde dela, segundo os médicos, era grave. No entanto, ela estava consciente e se recuperando aos poucos. E ontem, de repente, ela piorou e minha irmã acabou desconfiando de que havia alguma coisa errada", explicou filha da vítima, Ilma Ribeiro, na época.

Ilma acrescentou ainda, na ocasião, que logo após o equívoco, sua mãe começou a ter convulsões em questões de segundos e morreu quatro horas depois. Contudo, de acordo com o laudo preliminar, não havia vestígios de café com leite no sangue, que apresentava "aspecto normal".

Na época, a Prefeitura de São João de Meriti informou que uma sindicância havia sido aberta para esclarecer o caso e que a estagiária e as enfermeiras supervisoras foram afastadas de suas funções. Ainda de acordo com Ilma, a unidade de saúde também não tinha remédios adequados para o tratamento da sua mãe.

Em 10 de outubro de 2012, uma outra  idosa de 88 anos também morreu após uma enfermeira injetar sopa em sua veia.  O caso ocorreu em Barra Mansa, na Região Sul Fluminense. No mesmo dia, o Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) abriu uma sindicância para apurar o ocorrido.


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Fonte: g1.globo.com/rio-de-janeiro

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Presidente da FPMDECF pede celeridade no projeto das 30 horas da enfermagem

 
Wilson Filho pede celeridade no projeto das 30 horas de trabalho para profissionais da enfermagem

O deputado federal Wilson Filho (PMDB) se reuniu nesta sexta-feira (16), em João Pessoa, com entidades ligadas a área de enfermagem e ratificou seu apoio em defesa da aprovação do projeto que tramita no Congresso Nacional sobre as 30 horas semanais para a categoria. O ato médico também foi discutido na reunião.

Wilson Filho, que preside a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Enfermagem na Câmara Federal, afirmou que vai cobrar celeridade para que o Projeto de Lei nº 2.295/00 seja colocado em pauta para votação em regime de urgência. 

“A reunião foi muito produtiva. Vou me empenhar para que o projeto entre em pauta o mais rápido possível para que os trabalhadores de enfermagem conquistem esse benefício”, disse o deputado federal.

O projeto de redução da jornada de trabalho tramita no Congresso Nacional há quase 13 anos. Ele foi aprovado pelo Senado e aguarda aprovação dos deputados para então ser encaminhado à sanção presidencial.

“A enfermagem é a maior categoria da saúde e a que menos condições de trabalho possui hoje. A regulamentação das 30 horas é a garantia de que eles poderão passar mais tempo com a família e vai contribuir para uma maior qualificação profissional e melhorar a saúde dos brasileiros”.

Participaram da reunião diretores do Coren-PB ( Conselho Regional de Enfermagem da Paraíba), Sindicato da Enfermagem e Sindocop.

Ato médico - A Câmara dos Deputados vai abrir, nos próximos dias, os debates sobre os vetos da presidente Dilma Rousseff, ao projeto aprovado pelo Senado, que regulamenta a profissão do médico no Brasil. A proposta, que tramitou por mais de uma década na Casa, é polêmica porque estabelece como atividades privativas do médico a formulação do diagnóstico das doenças e a prescrição terapêutica.

“Vamos discutir massivamente os vetos na Câmara dos Deputados. A manutenção dos vetos significará a vitória da saúde de forma ampla, com benefícios a várias categorias de profissionais e, principalmente, com benefícios para a população. Sem os vetos a saúde brasileira ficará prejudicada, pois limitará as atividades dos demais profissionais, concentrando tudo nas mãos dos médicos”.  

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quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Mais um município assegura 30 horas semanais para os profissionais da Saúde

 Com a fala, o Prefeito Reginaldo Pereira 

Prefeitura deverá adaptar as escalas no prazo máximo de seis meses.

Foi aprovado em Santa Rita/PB por unanimidade o projeto de Lei Nº 042/2013 que regulariza a jornada de 30 horas semanais para os profissionais de saúdeempregados na Administração do Município.

Mais conhecido como PL 30 o projeto estabelece a jornada de 30 horas semanais para os enfermeiros/as, técnicos/as e auxiliares de enfermagem e visa proporcionar aos servidores da área da Saúde do Município de Santa Rita um sistema organizado com foco na melhoria da qualidade dos serviços prestados à população.

A luta pela jornada de trabalho de 30 horas para trabalhadores da área da saúde é uma reivindicação histórica. De acordo com o projeto de Lei, a prefeitura deverá adaptar as escalas de trabalho no prazo máximo de seis meses.
15/08/2013 | 11h23min  

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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Mobilização propõe ao Estado centro de combate ao câncer em Mauá


15 mil moradores de Mauá endossaram abaixo-assinado solicitando ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) a instalação de centro de oncologia no município.
Bruno Coelho
Do Diário do Grande ABC

Aproximadamente 15 mil moradores de Mauá endossaram abaixo-assinado solicitando ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) a instalação de centro de oncologia no município. O vereador Ricardinho da Enfermagem (PTB), que organizou a coleta de assinaturas, disse que pretende agendar audiência com o secretário estadual de Saúde, Giovanni Guido Cerri, para lhe entregar o documento até o fim deste mês.

Ricardinho afirmou que um dos motivadores para a ação foi o caso do aposentado Antonio Costa, morador da Vila São João, diagnosticado com câncer de pulmão. Segundo o parlamentar, ele está há cinco meses em busca de tratamento, mas somente teve exames divulgados na unidade do AME (Ambulatório Médico de Especialidades) em Mauá no mês passado. Os familiares aguardam, sem prazo, o retorno da UBS (Unidade Básica de Saúde) da Vila São João, para em seguida o aposentado ser encaminhado a um hospital e iniciar seu tratamento.

Para o petebista, se Mauá tivesse um centro de tratamento de câncer do governo do Estado, o paciente já estaria em fase de cirurgia ou quimioterapia no Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo). “O estágio da doença provavelmente se agravou.”

O vereador estimou que até o fim deste mês, o abaixo-assinado seja contemplado por 20 mil apoiadores. Ele afirmou que tem encontro com Cerri e com o deputado estadual Campos Machado (PTB) nos próximos dias, quando entregará a documentação coletada.
Segundo o DataSUS (Banco de Dados do Sistema Único de Saúde), 15,1% dos casos de óbitos no Brasil foram provocados por câncer em 2011.

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sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Funcionários do HSJD paralisam atividades em Divinópolis, MG

Alguns funcionários montaram barracas no pátio do hospital e seguem acampados (Foto: Marina Alves/G1)

Sindicato não aceita contraproposta do Hospital.
Ex-diretor clínico pede demissão após décadas de trabalhos prestados.

 Uma reunião entre membros do Hospital São João de Deus (HSJD) e do Sindicato Profissional dos Enfermeiros e Empregados em Hospitais de Divinópolis (SINDEESS) nesta terça-feira (6), na Delegacia Regional de Trabalho em Belo Horizonte, terminou sem acordo. Após o encontro na capital, os grevistas fizeram uma assembleia no pátio do hospital em Divinópolis e decidiram que a greve permanecerá por tempo indeterminado.

Durante esta situação, nesta quarta-feira (7) o médico e ex-diretor clínico do HSJD, Alair Rodrigues, pediu demissão.  A gerente administrativa do hospital informou que a demissão foi por motivos pessoais e não tem ligação com a crise. Ele esteve no hospital por cerca de quatro décadas.

Na contraproposta da entidade estava um reajuste salarial de 7,21%. A cesta básica de R$ 60,00 e o salário de ingresso permaneceriam o mesmo. Os grevistas solicitam 10% de reajuste salarial, cesta básica de R$ 200,00, e aumento do salário de ingresso para R$ 720,00.

Segundo Luciana Alves Rodrigues, gerente administrativa do HSJD, apenas 20% dos 1.500 funcionários aderiram à greve, e a maioria dos que aderiram são do setor de enfermagem. “Foi feita uma escala de revezamento dos colaboradores de enfermagem para não prejudicar a assistência dos setores de internação, quimioterapia, oncologia e nefrologia”, disse.

Já a presidente do SINDEESS, Denísia Aparecida da Silva, contesta essa porcentagem, que segundo ela está entre 40% e 60%. “Eu estive aqui ontem o dia todo e a noite. Vi a adesão dos funcionários, hoje lá dentro está funcionando em escala mínima, tem setor em que os serviços estão parados e eles estão aderindo cada vez mais. Nossa greve está forte e vamos continuar”, afirmou.

 O hospital alega que não há condições financeiras para ceder aos pedidos. “Estamos tendo dificuldades até na compra de medicamentos essenciais para os pacientes internados hoje. Então não temos condições de aderir ao que foi solicitado”, explicou Luciana.

A dívida do hospital chega a R$ 82 milhões. De acordo com a gerente administrativa do HSJD, o hospital tem buscado ajuda junto à promotoria e a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais para solucionar o atual cenário.

Uma nova reunião entre o HSJD e os grevistas não foi agendada ainda. Segundo Luciana Alves Rodrigues, o hospital está à disposição do sindicato caso queiram apresentar uma nova proposta ao HSJD. Já a presidente do SINDEESS acredita que até amanhã o hospital fará novo contato e proposta.

A presidente do sindicato disse que entende que o hospital passa por um momento delicado e que torce pela sua recuperação. “É preciso deixar claro que não foram os trabalhadores que fizeram com que o hospital chegasse a esse ponto. Então se for resolver a situação do hospital, é preciso que se resolva a situação dos funcionários também”, justificou.

 Segundo a técnica de enfermagem, Janete Batista Neves, os funcionários também pedem valorização e melhores condições de trabalho. “Queremos que nossas reivindicações sejam atendidas, mas também exigimos a valorização do funcionários e mais do que isso, queremos um hospital melhor”, finalizou.

Diante do atual quadro e da falta de medicamentos, o hospital priorizou o atendimento dos pacientes e cirúrgicos de urgência e emergência e gestantes. Os funcionários permanecem acampados no pátio do hospital por tempo indeterminado.  

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Fonte: g1.globo.com/mg

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Enfermeiros também protestam nesta quarta em Maceió


Categoria pede a manutenção de vetos da presidente Dilma Rousseff ao projeto que institui o Ato Médico

Nesta quarta-feira (7), o Sindicato dos Enfermeiros de Alagoas (Sineal) se juntará a outras entidades da área de saúde como a Associação Brasileira de Enfermagem seção Alagoas (ABEn-AL), o Sindicato dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem no Estado de Alagoas (Sateal) e o Conselho Regional de Enfermagem de Alagoas (Coren-AL) em protesto, que ocorre no Brasil inteiro, para que sejam mantidos os vetos da presidente Dilma Rousseff ao projeto que institui o Ato Médico.

Os manifestantes se reunirão em frente à Assembleia Legislativa do Estado, na praça Dom Pedro II, no Centro de Maceió, às 15h. Taxistas do interior de Alagoas também farão protesto na manhã desta quarta e irão em direção ao Centro (inserir link).

Em 10 de julho, a presidente vetou parcialmente o PL (Projeto de Lei) 12.842 de 2013, a Lei do Ato Médico. A presidente do Sineal, Renilda Barreto, disse à imprensa que o PL fere autonomia de várias categorias e que a luta é para que a presidente mantenha os vetos ao ato médico, que é seria um retrocesso na saúde pública do país.

A presidente vetou o item que atribuía exclusivamente aos médicos o diagnóstico de doenças e a prescrição de tratamentos. Também foi vetada a parte da proposta que incluía os procedimentos invasivos entre os privativos de médicos. Fonte: www.tribunahoje.com

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terça-feira, 6 de agosto de 2013

Profissionais fazem manifestação em defesa dos vetos à Lei do Ato Médico

Jorge Wamburg
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Profissionais de diversas áreas da saúde realizam hoje (6) na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, uma manifestação em defesa dos vetos da presidenta Dilma Rousseff à Lei nº 12.842, que regulamenta a atividade médica no país e ficou conhecida como Lei do Ato Médico. Os vetos serão apreciados pelo Congresso Nacional e preservam o atendimento multidisciplinar nos serviços públicos e privados de saúde, como defendem os manifestantes.

Entre os artigos vetados, está a exclusividade dos médicos na formulação do diagnóstico de doenças (diagnóstico nosológico), uma das principais bandeiras do movimento Não ao Ato Médico, que congrega 14 profissões da área de saúde que se sentem prejudicadas com a restrição às suas atividades.


Atualmente, por exemplo, profissionais de enfermagem podem diagnosticar e iniciar o tratamento de doenças como malária, tuberculose e dengue para posterior tratamento pelos médicos, o que seria inviável se o veto for mantido, além de afetar 2 milhões de postos de trabalho em serviços públicos e privados que atendem pelo Sistema Único de Saúde.

A manifestação de hoje reúne profissionais de diversos estados, como João Paulo Fernandes Filho, membro do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional de São Paulo. Para ele, a questão envolve não apenas o trabalho de diversas categorias que defendem o veto como uma questão financeira: “a exclusividade do diagnóstico e prescrição, prevista no projeto, vai aumentar muito a procura pelas consultas com os médicos, que atualmente são feitas com outros profissionais, e assim beneficiar financeiramente uma categoria em detrimento de outras 14 que participam das atividades de saúde”.


Segundo João Paulo, a presidenta Dilma Rousseff entendeu a necessidade de vetar esse e outros dispositivos do projeto, “que mudam as regras do jogo” e agora o “Congresso deve manter os vetos para manter a eficiência e a eficácia das atividades dos profissionais de saúde”.

O projeto tramitou por quase 11 anos no Congresso Nacional e o texto, sancionado com vetos parciais pela presidenta no último dia 11 de julho, assegura as atribuições específicas dos médicos, entre elas: indicação de internação e alta médica nos serviços de saúde; indicação e execução da intervenção cirúrgica; emissão de laudo dos exames endoscópicos e de imagens; perícia médica; atestação médica de condições de saúde; perícia e auditoria médicas; ensino de disciplinas especificamente médicas e coordenação dos cursos de graduação em medicina, dos programas de residência médica e dos cursos de pós-graduação específicos para médicos.

Foram vetados os dispositivos que impedem a atuação de outros profissionais na indicação de órteses e próteses, inclusive oftalmológicas, como nos casos de calçados ortopédicos, cadeiras de rodas, andadores e próteses auditivas.

Houve veto ainda no trecho que indicava a invasão da pele atingindo o tecido subcutâneo para injeção, sucção, punção, insuflação, drenagem, instilação e enxertia. Isso porque, caso a redação fosse mantida, a utilização da acupuntura seria privativa de médicos, restringindo a atenção à saúde e o funcionamento do SUS. Foi vetada também a direção e a chefia de serviços médicos exclusivamente por este profissional.

Membro do Conselho Federal de Psicologia, Cynthia Ciarallo, explicou que os vetos envolvem duas questões fundamentais para os profissionais e os pacientes: acessibilidade e integralidade. A primeira, diz respeito ao acesso dos pacientes ao sistema de saúde e a segunda envolve a atuação integrada das equipes, pois “a saúde é muito complexa e não pode ficar nas mãos de uma só categoria de profissionais. Uma profissão não pode ter hegemonia sobre as outras”.

Veja a galeria de imagens

Edição: Denise Griesinger
Todo conteúdo deste site está publicado sob a Licença Creative Commons Atribuição 3.0 Brasil. Para reproduzir a matéria, é necessário apenas dar crédito à Agência Brasil

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Fonte: Agência Brasil 


Coren realiza manifestação pelos vetos do ato médico


O Conselho Regional de Enfermagem de Alagoas (COREN-AL) e a Frente dos Conselhos das Profissões da Área de Saúde convocam a Enfermagem e a sociedade alagoana para participarem de uma manifestação pela manutenção dos vetos da Presidente Dilma ao ato médico no dia 7 de agosto.

A manifestação acontecerá às 15 horas, em frente à Assembleia Legislativa de Alagoas, no intuito de mobilizar a sociedade e os representantes eleitos pelo povo a favor da manutenção dos vetos ao ato médico.

Petição eletrônica pela manutenção dos vetos

No último dia 10 de julho, a presidente Dilma Rousseff vetou parcialmente o PL 12.842/13, conhecido como Lei do “Ato Médico”. O Conselho Federal de Medicina e demais representações médicas já se manifestaram contra os vetos e, desde então, estão trabalhando para derrubá-los no Congresso Nacional. Mas você pode ajudar a manter os vetos e resguardar o SUS, assinando e divulgando a petição eletrônica pela manutenção dos vetos da Presidente Dilma ao PL do ato médico. Acesse o link e faça sua parte nessa luta:

http://www2.pol.org.br/main/manifesto_veta_dilma.cfm

Manifestações em Brasília

Milhares de profissionais ligados à saúde de todo Brasil promoverão um Ato Nacional no dia 6 de agosto, com concentração às 8 horas, em frente à Biblioteca Nacional, em Brasília, com caminhada rumo ao Congresso Nacional. O objetivo é sensibilizar o Congresso Nacional para a manutenção do veto ao Ato Médico.

Outra manifestação nacional está agendada em Brasília para o dia 20 de agosto, dia que está previsto para a votação do Parecer dos relatores da comissão mista do Senado e da Câmara em relação aos vetos do ato médico.

O COREN-AL confirmou a presença de representantes nesse importante momento de luta pela Enfermagem e pela saúde brasileira, quando serão percorridos os gabinetes de Deputados e Senadores para sensibilizar os parlamentares em relação ao seu compromisso com a saúde de nosso país.

Por que queremos manter os vetos ao ato médico?

O principal problema do Projeto de Lei original era o inciso 1º do artigo 4º, que previa que a formulação do diagnóstico e a respectiva prescrição terapêutica seriam atividades privativas dos médicos, ou seja, determinaria que somente os médicos poderiam diagnosticar doenças e decidir sobre o tratamento, uma clara interferência nos protocolos e diretrizes clínicas estabelecidas no Sistema Único de Saúde (SUS), impactando diretamente no tempo de atendimentos e nos gastos para a saúde. Além deste, foram feitos outros nove vetos pela líder do Executivo.

Quem luta pela manutenção dos vetos do PL do ato médico?

Para impedir que o projeto inicial fosse aprovado, foi criada uma Frente dos Conselhos Profissionais da Aérea de Saúde, que está mobilizando os profissionais de saúde e a população para entender os riscos da Lei do ato médico entrar em vigor sem os vetos da Presidente.

Fazem parte da Frente o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) e seus Regionais, Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO), Conselho Federal de Psicologia (CFP), Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa), Conselho Federal de Biomedicina (CFBM), Conselho Federal de Biologia (CFBio), Conselho Federal de Serviço Social (CFESS), Conselho Brasileiro de Óptica e Optometria (CBOO), Conselho Federal de Farmácia (CFF) e o Conselho Federal de Nutrição (CFN).

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Fonte: Ascom/Coren-AL

Humberto se reúne com profissionais de saúde para discutir financiamento do setor

 
Ex-ministro da Saúde do governo Lula, o senador Humberto Costa (PT) reuniu um grupo de representantes de diversas áreas do setor de Saúde para debater estratégias de ampliação do financiamento do setor. O senador pernambucano é o relator da Comissão de Financiamento da Saúde montada no Senado Federal e deve apresentar, ainda na primeira quinzena de agosto, uma proposta que garanta novos recursos para a área.

A reunião aconteceu nesse sábado (3), aqui em Recife, e contou com a participação do secretário estadual de Saúde, Antônio Figueira, e com membros do Conselho Estadual de Saúde (CES) e do Conselho dos Secretários de Municipais de Saúde (Cosems), além de acadêmicos, representantes do Ministério da Saúde e de algumas centrais sindicais.

Em seu discurso, o senador afirmou que a melhoria do Sistema Único de Saúde (SUS) só é possível com o debate sobre o financiamento do setor. Ele também disse que "é um consenso" que a área da Saúde precisa de mais recursos. As propostas apresentadas na reunião devem integrar o relatório a ser apresentado pelo petista.

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Fonte: jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo 


segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Ato Médico: Frente dos Conselhos Profissionais lançam campanha a favor dos vetos

A Frente dos Conselhos Profissionais da Aérea de Saúde, a qual o Cofen faz parte, lança uma campanha a fim de sensibilizar a sociedade sobre os impactos para a saúde brasileira caso a lei do Ato Médico seja aprovada na íntegra. A ação faz parte das estratégias de manutenção dos vetos da Presidenta Dilma Rousseff ao Projeto de Lei 268/2002 – conhecido como Ato Médico.

Entre os argumentos utilizados para que a população perceba os impactos da ‘não manutenção dos vetos’ está a interferência atual dos protocolos e diretrizes clínicas estabelecidas no Sistema Único de Saúde (SUS), impactando diretamente no tempo de atendimentos e nos gastos para a saúde.

Participam dessa campanha o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO), Conselho Federal de Psicologia (CFP), Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa), Conselho Federal de Biomedicina (CFBM), Conselho Federal de Biologia (CFBio), Conselho Federal de Serviço Social (CFESS), Conselho Brasileiro de Óptica e Optometria (CBOO), Conselho Federal de Farmácia (CFF) e o Conselho Federal de Nutrição (CFN).

  
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sábado, 3 de agosto de 2013

Enfermeiros de Pernambuco protestam por melhorias na tarde desta sexta


Um grupo de enfermeiros de Pernambuco segue pela Avenida Agamenon Magalhães, uma das principais vias do Recife, em protesto por melhores condições de trabalho para a categoria. Os enfermeiros pretendem seguir até a sede provisória do Governo do Estado, no Centro de Convenções de Pernambuco, onde entregarão uma pauta de reivindicações para o secretário de articulação social da Casa Civil, Yves Ribeiro.
Cerca de 50 pessoas do movimento #EnfermagemNasRuas se reuniram no começo da tarde desta sexta-feira (2) na Praça do Entroncamento, no bairro das Graças, Zona Norte da Cidade, de onde saíram em caminhada. Durante a espera para o começo da passeata, a organização do protesto reclamava da pouca adesão da categoria aos atos públicos, além da desunião entre os enfermeiros do Estado. [Confira vídeo com um dos organizadores do movimento, Gilmar Júnior]:

O Trânsito ficou com retenções na Avenida Agamenon Magalhães, sentido Olinda, durante o deslocamento do grupo para a Sede do Governo do Estado. A Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) informou que agentes estão acompanhando a manifestação e não foram necessários bloqueios.

Esta é a quinta vez que os profissionais do movimento #EnfermagemNasRuas saem às ruas do Recife para reivindicar melhores condições de trabalho. Entre a pauta de reivindicações da categoria, realização de concurso público para enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, fim dos plantões extras, plano de cargos e carreiras e vencimentos para enfermagem no SUS estadual.

Confira a pauta de reivindicações dos enfermeiros pernambucanos:

1. Realização de concurso público para Enfermeiro, Técnicos e Auxiliares de Enfermagem;
2. Fim dos plantões extras (plantão extra programado do tipo substituição de vínculos públicos);
3. Posicionamento oficial referente a violência policial ocorrida no último movimento de enfermagem;
4. Publicação no Portal da Transparência, os valores dos repasses para a saúde, inclusive a OSS;
5. Plano de cargos e carreiras e vencimentos para enfermagem no SUS estadual;
6. 30 horas estaduais para todos os serviços de saúde;
7. Investimento nos hospitais estaduais;
8. Adaptação estadual ao PL 4924 de 2009. O PL do piso salarial para enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem;
9. Posicionamento estadual em relação a manutenção dos vetos ao ato médico;
10. Reconhecimento das entidades sindicais da enfermagem como únicos representantes da categoria para fins de negociação.

Estas reivindicações estão pautadas na crença de que as negociações sobre os temas da pauta e a conquista dos mesmos, será uma grande vitória para uma categoria representada por mais de 50 mil profissionais de saúde em Pernambuco. Cujos frutos serão vislumbrados na melhoria substancial da assistência aos pacientes e usuários em serviços públicos e privados e fortalecimento do SUS. Enfim, por um Brasil melhor.

Já disse Machado de Assis: "A vida sem lutas é um mar morto". E desta forma, esperamos o atendimento do nosso pleito, esperançosos por um futuro digno para a enfermagem e para a sociedade pernambucana.


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Fonte: ne10.uol.com.br

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